quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Natureza Morta

Era só uma montanha,
de pedra, imóvel e intransponível,
grandiosa, forte, invencível,
resistindo a história da vida, 
observando... guardando na memória, 
fatos que ocorreram ao tempo. 
Sem perceber, minúsculas partes 
perdeu com o vento, com a chuva, 
com o sol... e de todo o povo
ouviu os lamentos.
Forte sensível, aos poucos 
cedeu às intempéries
e sempre só... sempre menor,
mas ainda intransponível.
Observava a vida calada, sem intervir na história
as lições guardava, que incauta
viu e ouviu em cada jornada.
Consciente da sua grandeza, 
à vida sua beleza oferece, 
beleza imóvel, inerte.
E lentamente assim, sua majestade perde.
Aos poucos em pó se converte.
Em grãos de areia se transforma,
e com o vento ao deserto
se transporta,
insignificante, pisada,
mas não morta.
Agora em movimento.
Ainda ouve histórias...
Lições de vida,
que guarda em sua memória.
E que dia a dia carrega, 
ensina...
A quem tempo tiver de observar e ouvir, a 
quem chamam de natureza morta.  

domingo, 19 de setembro de 2010

aos que percebem os sinais, e também aos que não percebem...

ESCOLHA:

Quando o caminho se divide,
e a escolha é inevitável,
e a dúvida é a opção,
os sinais que a vida manda,
quando encontram alma sensível,
falam a voz do coração.
Que conhece os dois lados,
no falar descompassado,
no batido da emoção,
que bate apertado com o ódio,
e solto com a paixão.
Opostos fortes da vida,
cura e causa da ferida,
cada qual num só momento,
duas faces de um sentimento,
que escrevem a história do homem.
E a vida como a história,
tem dois lados como o rosto,
faces iguais em oposto,
que chora tal qual sorria,
da forma que a noite e o dia,
se completam na fração do tempo.

domingo, 8 de agosto de 2010

Uma mensagem do autor, aos pais.


Todo pai é um caminheiro...


Caminheiro

Na igualdade buscava o anonimato
no humilde silêncio de quem encontra a alma,
anômimo assim, conheceu a paz,
no caminhar submisso de quem
percorre a vida.
Incógnito levou mensagens,
semeou na terra sabedoria,
sem esperar os frutos, seguia em frente
alimentando de fé, a quem os colhia.
Seguiu assim o caminheiro, falando da vida e das flores,
colhendo e espalhando esperança,
crescidas no jardim das dores.
Cumprindo assim sua sina,
de espalhar palavras ao vento,
ordenadas pelo Divino Dom,
de dar voz aos sentimentos.
Em seu caminho só de ida,
seus passos trilhavam valores,
como a flor que gera frutos,
cujas sementes geram plantas,
que tornam a gerar flores.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Deixo aos meus leitores minha poesia.

Para os primeiros, a primeira e inédita.
Emoção em agonia.

Dos olhos que viram o Apocalipse,
a boca teve medo de falar,
anunciar a dor seria mais terrível,
que a própria espera poderia imaginar.
O inferno seria o próprio tempo,
corroendo a serenidade do olhar,
visão angustiada do futuro,
em ver a humanidade agonizar.
A agonia humana em seus princípios,
a agonia humana em suas leis,
a agonia de todos os sentimentos,
que em desespero no silêncio guardei.
Deixe que fale o silêncio!
Ouça a voz do sentimento que
sempre toca a razão,
quando a agonia de um lamento,
de quem lamenta a omissão,
pelo erro de não ter feito,
que sufoca e machuca o peito,
no agonizar da emoção.

Onde encontrar.

O livro pode ser encontrado na livraria Midas, em Joinville ou entrar em contato com o número (47) 3422-5967, para adquirir um exemplar (custo de 20 reais+despesas postais).

Sobre o Autor.

Paulo Schiessl nascido em Joinville (SC), é professor formado em 1983 na ACE - Associação Catarinense de Ensino. Com Habilitação Plena para o magistério do ensino de 1º grau. Já atuou na área publicitária e publica agora sua primeira obra: Bêppo.

Sinopse do livro.


Bêppo é uma fábula, escrita de forma simples capaz de nos levar ao universo do sobrenatural, de atribuir e resgatar valores a muito adormecidos que constantemente necessitam serem resgatados numa sociedade vingativa e egoísta. Na história, Frank, personagem de classe alta é traído por sua irmã juntamente com seu melhor amigo em troca de riqueza e poder. Frank dominado então por um sentimento de vingança embarca em um avião que acaba por cair numa montanha habitada apenas por um misterioso ser: Bêppo, que ao ajudar Frank a voltar para a civilização lhe proporciona através da convivência o resgate dos valores que cada um de nós permite muitas vezes ser deixado de lado, mas que quando despertados nos tornam seres melhores, mais humanos e mais próximos da luz.