Era só uma montanha,
de pedra, imóvel e intransponível,
grandiosa, forte, invencível,
resistindo a história da vida,
observando... guardando na memória,
fatos que ocorreram ao tempo.
Sem perceber, minúsculas partes
perdeu com o vento, com a chuva,
com o sol... e de todo o povo
ouviu os lamentos.
Forte sensível, aos poucos
cedeu às intempéries
e sempre só... sempre menor,
mas ainda intransponível.
Observava a vida calada, sem intervir na história
as lições guardava, que incauta
viu e ouviu em cada jornada.
Consciente da sua grandeza,
à vida sua beleza oferece,
beleza imóvel, inerte.
E lentamente assim, sua majestade perde.
Aos poucos em pó se converte.
Em grãos de areia se transforma,
e com o vento ao deserto
se transporta,
insignificante, pisada,
mas não morta.
Agora em movimento.
Ainda ouve histórias...
Lições de vida,
que guarda em sua memória.
E que dia a dia carrega,
ensina...
A quem tempo tiver de observar e ouvir, a
quem chamam de natureza morta.
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